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02/06 - Matéria: "Mudando o comportamento, mudam-se as causas"



Tempos de crise são ótimas oportunidades para algumas reflexões, sobretudo com relação ao nosso comportamento e às nossas ações. Como premissa, é fundamental considerar que estamos inseridos numa cultura baseada na religiosidade hebraico-cristã, típica das sociedades ocidentais, que nos influencia no pensar e agir, embora tenhamos optado e sigamos a filosofia budista. Não raro, o budismo é interpretado sob essa ótica.

Um exemplo dessa “indução” é o sentimento de culpa. Culpar alguém por conta, por exemplo, de um resultado negativo, ou se sentir culpado — situação em que as pessoas são induzidas a lamentar o resultado de forma conformista ou crítica — é um momento em que raramente se considera a necessidade de mudar o comportamento para mudar o resultado. O budismo é uma filosofia para a reeducação da vida. O objetivo principal do trinômio “fé, prática e estudo” é, justamente, compreender a base filosófica para experimentá-la na prática com o objetivo de se reeducar para a mudança do comportamento. Como todo comportamento (mental, verbal e físico) é causa, mudando o comportamento, muda-se a causa.

Por exemplo, a frase: “Sofra o que tiver de sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue recitando o Nam-myoho-rengue-kyo não obstante o que aconteça. Então experimentará a infinita alegria da Lei.” (END, vol. 3, pág. 199). Se interpretada do ponto de vista do pensamento comum, pode e já houve quem a interpretasse no sentido conformista: “Deixa acontecer e vamos recitando Daimoku.”

Mas ela não enseja passividade. Ao contrário, o presidente Ikeda afirma: “Devido à prática budista, qualquer problema que encontrarmos serve como uma oportunidade de demonstrarmos a prova real da fé. (...) Especialmente os problemas ou dificuldades que encontramos durante nossos esforços em prol do Kossen-rufu exemplificam os princípios de que ‘o estado de Inferno contém o estado de Bodhisattva’ e ‘o estado de Buda contém o estado de Inferno’. Nenhum problema ou dificuldade poderia ser mais nobre do que isso. Quanto mais desafiamos e triunfamos sobre os problemas, mais forte torna-se dentro de nós o estado de Buda”. (A Sabedoria do Sutra de Lótus [SSL], vol. 1, págs. 146-147).

Triunfar sobre os problemas significa persistir na busca de uma solução adequada (que não gere por si mesma alguma ou mais causas negativas), e corrigir o comportamento (a ação) que gera o problema. Enquanto isso, é importante orar intensamente. “Nesse caso”, diz o presidente Ikeda, “[Quando] o problema serve como uma motivação para que a pessoa abrace o Gohonzon, o estado de Inferno é imediatamente transformado em estado de Buda.” (SSL, vol. 1, pág. 146). Em outras palavras, enquanto empregamos a ‘estratégia do Sutra de Lótus’ — a firme oração e ação — é importante que o comportamento no cotidiano seja transformado do injusto para o justo, do desleixado para o criterioso, do ruim para o melhor, a cada dia. Essa consciência e a mudança efetiva do comportamento para melhor é a “Revolução Humana”. Quanto mais rápida é essa mudança, mais rápido também surgem os benefícios. Como todo comportamento é causa, a mudança do comportamento muda os efeitos no presente e no futuro, permitindo-nos criar uma vida de valor e benefícios a partir deste momento.

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