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14/07 - Matéria: "A importância da continuidade na prática da fé".


No budismo, sabemos da importância da continuidade na prática da fé.

De fato, no Budismo de Nitiren Daishonin, um ponto importante é justamente a atitude de se manter a prática da fé de forma contínua, dia após dia, durante toda a vida. O objetivo fundamental da prática budista é conquistar a felicidade absoluta ou a iluminação, ultrapassando todos os tipos de sofrimentos e problemas inerentes na vida de qualquer pessoa. Há diversas passagens dos escritos e dos sutras budistas que se referem a esta questão, mostrando não só a importância dessa continuidade, mas também a atitude com que devemos manter a nossa prática da fé.


No capítulo Juryo (Revelação da Vida Eterna do Buda) do Sutra de Lótus consta o seguinte trecho:


“As pessoas possuem naturezas, desejos, comportamentos, pensamentos e julgamentos diferentes. Por essa razão emprego diferentes ensinos, várias parábolas e histórias sobre relações causais para possibilitá-las a criarem boas causas. Esta prática, própria de um Buda, eu a tenho realizado ininterruptamente, sem nunca a negligenciar por um momento sequer.”


Neste trecho, Sakyamuni afirma que pelo fato das pessoas terem comportamentos, desejos e aspirações diferentes, ele prega os seus ensinos de maneiras variadas também, de acordo com o entendimento de cada pessoa. Para exemplificar essas formas diferenciadas ele utiliza parábolas metáforas, histórias etc. E, na parte final, “eu a tenho realizado ininterruptamente, sem nunca a negligenciar por um momento sequer” (“Mi-zo-zan-pai”), afirma ter realizado essas ações incessantemente. O objetivo dessas ações empreendidas pelo Buda era conduzir todas as pessoas à felicidade por meio da propagação do budismo, salvando-as assim dos sofrimentos. Refere-se, portanto, à propagação e à realização da prática da fé de forma ininterrupta. Em outras palavras, são ações que visam o pleno entendimento das pessoas com relação à prática da fé, à propagação do budismo e à concretização do Kossen-rufu. Portanto, esse trecho, “Mi-zo-zan-pai”, nos faz entender a importância da continuidade, independentemente das adversidades e dos sofrimentos que venham a surgir em nossa vida, por meio da atitude de nos levantarmos e enfrentarmos todas as circunstâncias sempre com forte e sincero espírito de luta. Enfim, vamos avançar sempre com coragem, determinação, plena disposição e dinamismo, sem jamais negligenciar, retroceder ou nos afastarmos desse caminho de paz e de criação de valores.


De que forma aplicamos o conceito de “mi-zo-zan-pai” no dia-a-dia?


Aplicar esse conceito que significa “eu a tenha realizado ininterruptamente, sem nunca a negligenciar por um momento sequer”, é especialmente difícil nos momentos de maior dificuldade na vida. Por isso, o ponto de partida para manter esse espírito é realizar o exercício diário da prática do Budismo Nitiren, recitando Gongyo e Daimoku. Além disso, a prática da fé altruística visando a felicidade de outras pessoas, que é desenvolvida principalmente por meio das diversas atividades na organização em prol do Kossen-rufu, constitui o caminho para a aplicação prática desse conceito.


Na Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, explana sobre este trecho do sutra, citando o segundo presidente Jossei Toda:


“Com relação à passagem ‘sem nunca negligenciar por um momento sequer’ (“mi-zo-zan-pai”), Jossei Toda, segundo presidente da Soka Gakkai, disse em uma ocasião com uma certa dose de humor: ‘Nós temos nossos domingos, mas para o Gohonzon não há descanso. Seria realmente inconveniente se o Gohonzon dissesse para nós: ‘Hoje é meu dia de folga’. Ou se tivéssemos uma dor de estômago à noite e ao orarmos ao Gohonzon percebêssemos que ele está dormindo e que não quer acordar’. Ele também observou: ‘É natural que pessoas como nós passemos uma ou duas horas trabalhando em benefício de outras. Mesmo assim, nossos esforços equivalem a não mais de um centésimo de milésimo ou a um quadrilionésimo da prática executada pelo Buda. Pensando assim, não podemos deixar de nos esforçar mais’. Quando saía para participar de alguma reunião ou para uma orientação, o presidente Toda repetia com freqüência a seguinte frase: ‘Não negligencio um momento sequer’. Mesmo que estivesse fatigado ou fisicamente debilitado, ele continuava a dizer: ‘como o Buda nunca negligenciou sua prática mesmo que por um momento, eu, que tenho dedicado minha vida a es-ta missão, também devo empenhar-me ao máximo’.” (pág. 212.)


E na seqüência, o presidente Ikeda afirma:


“Vamos lutar e avançar não com impaciência, mas sim com tranqüilidade. O que significa para nós a frase ‘sem nunca negligenciá-la por um momento sequer’? Significa lutar sempre corajosa e animadamente. Não importando as ondas de adversidades com as quais nos defrontemos, devemos nos levantar e enfrentá-las com espírito de luta. Agindo dessa forma, estaremos de acordo com essa passagem. Esse espírito direciona nossa vida para a saúde e longevidade. ‘Eu cumprirei minha missão plenamente em prol das pessoas e da sociedade!’ Quando assim determinarmos, estaremos vivendo o caminho eterno do Buda conforme caracterizado pelas palavras “sem nunca a negligenciar por um momento sequer”, que constam no capítulo Juryo.” (Ibidem, pág. 213.)


O grandioso movimento de expansão do Kossen-rufu e o extraordinário desenvolvimento da SGI nos dias de hoje são frutos de uma prática assídua, com o espírito de “nunca negligenciar”, de cada um de seus integrantes. Paralelamente, por meio de seus constantes e abnegados esforços, eles experimentam as infinitas alegrias e benefícios da prática da fé.

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