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28/07 - Matéria: "Chakubuku e Propagação do Budismo".


No budismo, o termo Chakubuku refere-se ao método de propagar o budismo às pessoas.
Realizar o Chakubuku é romper a causa básica da infelicidade — a natureza maléfica inata da vida — e ensinar às pessoas a grandiosidade da Lei Mística. Essa é a prática básica do budismo que visa à felicidade de cada pessoa e a prosperidade social com base no diálogo. É a prática de máxima benevolência como ser humano. É o caminho mais eficaz para a revolução humana, para o acúmulo de boa sorte e para a própria felicidade. É colocar o valor da vida acima de tudo, tornando-se uma pessoa que deseja a felicidade de outras, ampliando e aprofundando cada vez mais os laços de vida a vida como dignos seres humanos.

Sobre isso, o presidente Ikeda afirma:


“A propagação é o sangue vital de uma religião. Uma religião cujos adeptos não se empenham para difundi-la perde a sua função básica: chegar ao coração das pessoas e ajudá-las. O presidente Toda declarou que a Soka Gakkai é uma organização para propagar o budismo. Ao declarar isso, ele estava definindo a missão da organização: propagar os princípios do verdadeiro humanismo, concretizar a paz na Terra e assegurar a felicidade de toda a humanidade.” (Terceira Civilização, edição no 375, novembro de 1999, pág. 17.)

E declarou ainda:


“Nitiren Daishonin diz: ‘O caractere ku [do termo kudoku, ou benefício] significa eliminar a maldade, ao passo que o caractere doku significa produzir o bem.’ (Gosho Zenshu, pág. 762.)


No Budismo de Nitiren Daishonin, benefício significa livrar-se da escuridão fundamental da vida para fazer surgir o bem. Para manifestar o benefício precisamos realizar nossa prática do Chakubuku, a propagação do ensino de Daishonin. Isso significa refutar as crenças errôneas que causam o sofrimento e fazer com que as pessoas vivam com base na Lei Mística.

Mas Daishonin também diz:


‘Tanto o mestre como o discípulo cairão sem falha no inferno de incessantes sofrimentos se virem os inimigos do Sutra de Lótus e não os repreenderem.’(Escritos de Nitiren Daishonin, pág. 747.)

A palavra ‘transmissão’ (do Sutra de Lótus) significa propagação. No Sutra de Lótus, os capítulos que seguem o capítulo ‘Revelação da vida Eterna do Buda’ explicam o benefício recebido com a propagação do ensino. Somente nos tornamos felizes quando nos empenhamos para ajudar os outros a se tornarem felizes com a fé na Lei Mística.
Essa é a doutrina do benefício no budismo.”


Sintonizando-se com o desejo do Buda


Conforme citaremos a seguir, Nitiren Daishonin conclama aos discípulos em diversas escrituras a persistirem e dedicarem-se à propagação do budismo. Todas as pessoas que se empenham pelo Kossen-rufu e se esforçam arduamente são dignas de respeito, conforme consta em uma escritura: “A Lei não se propaga por si mesma. Por ser propagada pelas pessoas, tanto a Lei como as pessoas tornam-se dignas de respeito.” (Gosho Zenshu, pág. 856.)


Numa passagem da escritura “Sobre Abraçar o Sutra de Lótus”, Daishonin também declara que os benefícios e a proteção recebidos por aqueles que se dedicam para concretizar o Chakubuku são imensuráveis:


“Quanto dura uma existência? Se pararmos para considerar, é como uma simples pernoite numa hospedaria à beira da estrada. Deve a pessoa esquecer esse fato e buscar fama e lucro mundanos? Embora possa ganhá-los, estes são mera prosperidade num sonho, um deleite que dificilmente merecerá louvor... Oro para que abrace a Lei Mística, que garante que a pessoa ‘desfrutará paz e segurança nesta vida e boas circunstâncias na próxima’. Esta é a única glória que precisa buscar em sua presente existência, e é a ação que o moverá para o estado de Buda em sua próxima existência. Recite determinadamente o Nam-myoho-rengue-kyo e recomende outros a fazerem o mesmo. Isso permanecerá como a única lembrança de sua presente vida no mundo humano.” (As Escrituras de Nitiren Daisho-nin [END], vol. 5, págs. 15-18.)


Na escritura “As Barragens da Fé” consta:


“O Sutra de Lótus diz: ‘Se alguém ensinar este sutra por mesmo um momento na temível era que virá, ele receberá o apoio de todos os céus.’ Esta passagem enaltece que, nos Últimos Dias da Lei, quando pessoas más, maculadas pelos três venenos, predominarão, qualquer um que abrace o verdadeiro ensino durante mesmo um curto período será auxiliado e apoiado pelos céus.” (END, vol. 3, pág. 237.)


O Buda também enfatiza a importância de propagarmos o budismo com o máximo de nossa capacidade, conforme consta na escritura “A Essência Real de Todos os Fenômenos”:


“Não somente o senhor deve perseverar, mas também deve ensinar aos outros. Tanto a prática como o estudo surgem da fé. Deve contar aos outros com o me-lhor de sua habilidade, mesmo que seja somente a respeito de uma única sentença ou frase.” (END, vol. 1, pág. 369.)


Em uma outra passagem da mesma escritura, Daishonin revela sua convicção na realização do Kossen-rufu pelos seus discípulos:


“A princípio, somente Nitiren recitou o Nam-myoho-rengue-kyo, mas então duas, três e cem o seguiram, recitando e ensinando a outras pessoas. Isto acontecerá também no futuro. Não é isso ‘emergir da terra’? Sem dúvida, no tempo do Kossen-rufu a nação japonesa inteira recitará o Nam-myoho-rengue-kyo. Isso é tão claro como uma flecha mirar a terra e nunca errar seu alvo.” (Ibidem, pág. 367.)


A SGI é uma organização de budistas que surgiu para realizar o Kossen-rufu, conforme o desejo do Buda. Concretizar o Chakubuku é uma expressão da sincera fé e gratidão pelos inúmeros benefícios recebidos por meio da prática do Verdadeiro Budismo.


Na “Tese sobre o estabelecimento do ensino correto para a paz da nação” (Rissho Ankoku Ron), Nitiren Daishonin descreve detalhadamente a situação crítica vivida pelo povo japonês de sua época tanto nos aspectos sociais e religiosos, como nos naturais. Em forma de perguntas e respostas entre um viajante e um anfitrião, ele demonstra com base em diversos sutras budistas que a causa fundamental da ocorrência de desastres e calamidades estava exatamente na prática de ensinamentos errôneos por diversos líderes religiosos da época. Portanto, o único caminho para transformar aquela situação e conduzir as pessoas à felicidade seria por meio do estabelecimento de um pensamento correto embasado no Verdadeiro Budismo. Assim, Daishonin deixou nessa tese não somente uma advertência para as autoridades e o povo da época, como também um método correto para estabelecer a verdade última na vida das pessoas. Em outras palavras, deixou a diretriz fundamental para a ampla propagação de seus ensinos no futuro. Por isso, considera-se que o Budismo de Nitiren Daishonin começa e termina nessa tese. Vivemos atualmente uma época tumultuada pela crise econômica global e pelos conflitos étnicos, raciais e religio-sos. Muitos estão à procura de uma filosofia que os conduza ao caminho da felicidade e do verdadeiro humanismo e que os leve a descobrir o propósito de sua existência. Da mesma forma que estamos revolucionando nossa vida, vencendo vários obstáculos e obtendo diversos benefícios por meio da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo (que alguém nos ensinou com toda a benevolência) devemos, por gratidão ao Gohonzon, concretizar o Chakubuku para mostrar a grandiosidade do Budismo de Nitiren Daishonin a todas as pessoas. Porém, não podemos nos esquecer que, quando realizamos o Chakubuku, somos o primeiro contato das pessoas com o Budismo de Daishonin. Embora a filosofia seja correta e seus ideais nobres, se demonstrarmos uma atitude negativa, será esse o conceito que terão da religião. Muitas pessoas afirmam que decidiram iniciar a prática do budismo por terem observado mudanças concretas na vida dos praticantes (prova real). A esperança de mudar o próprio destino tem sido um fator determinante para a conversão de muitas pessoas. O presidente Toda orientou: “Lembre-se de que se agir com profunda benevolência ao conversar com os outros, conseguirá tocar-lhes o coração. É importante ser sincero, cortês e ter a capacidade de integrar-se aos outros. As palavras ditas com convicção, sinceridade e paixão não podem falhar em persuadir o coração de outra pessoa. O coração humano é complexo. As pessoas podem demonstrar várias reações negativas no início e podem até discordar do que os senhores dizem. Mas por meio do diálogo sincero, poderão atingir o coração de outros indivíduos. Isso é como injetar um remédio eficaz numa pessoa doente. Com o tempo, seus sentimentos negativos dissipar-se-ão e a compreensão e simpatia tomarão seu lugar. Nesse sentido, é possível tornar todos os inimigos seus aliados. O poder da fé e o poder da Lei Mística tornam isto possível.” (Terceira Civilização, edição no 314, outubro de 1994, pág. 35.)


Concretizando o Chakubuku na época atual


No romance Nova Revolução Humana (NRH), o presidente Ikeda orienta:


“Nitiren Daishonin nos prometeu que, se realizarmos o Chakubuku, poderemos transformar o nosso destino e alcançar o estado de Buda. Portanto, para a transformação do próprio destino e para a felicidade de si mesmo é que todos procuram realizá-lo. Além disso, essa ação salva os amigos da infelicidade e é a fonte que edifica a paz e a prosperidade da sociedade. Não existe outra ação mais nobre... Empenhar-se na propagação do budismo é a maior prova de amizade que direciona as pessoas para a felicidade e para a paz, além de ser uma prática de suprema benevolência como ser humano que eleva o próprio nível de vida. O importante é dialogar sobre o budismo com o sentimento de desejar a felicidade por compaixão aos sofrimentos das pessoas. Mesmo que elas não venham praticar neste momento, certamente chegará a hora em que despertarão para o budismo, desde que mantenhamos uma forte determinação e amizade... As pessoas que estão se empenhando na propagação possuem uma grande alegria, porque nelas pulsa a vida de um Bodhisattva da Terra.” (Vol. 2, págs. 175-176.)


Nossa organização propaga os ensinos de Nitiren Daishonin por meio do diálogo sincero de vida a vida, de visitas familiares, de reuniões de palestra e de outras atividades que possibilitam o encontro entre diversas pessoas. Engajando-nos nessas atividades, juntamente com a prática individual do Gongyo e do Daimoku, seremos capazes de edificar uma vida sólida e repleta de felicidade e, além disso, proporcionaremos o mesmo para toda a humanidade.


Ao realizarmos o Gongyo diariamente, também expressamos nosso desejo de que todas as pessoas tornem-se budas e atinjam a felicidade absoluta quando recitamos na parte final do trecho Jigague “Mai-ji-sa-ze-nen. I-ga-ryo-shu-jo. Toku-nyu-mu-jo-do. Soku-jo-ju-bu-shin”, que significa:


“Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um Buda?”


Na Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, o presidente Ikeda explana: “Com essas palavras ressonantes e cheias de benevolência, são concluídos o trecho Jigague e o capítulo Juryo. Essa é uma passagem comovente, uma conclusão apropriada para esse poema épico pela salvação da humanidade. Nesses versos finais, aparece cristaliza-do o coração do Sutra de Lótus e o espírito de Sakyamuni.“ (Págs. 320-321.)


Portanto, vamos nos empenhar na realização do Chakubuku visando à felicidade das pessoas com base nas orientações do presidente Ikeda. Ele escreveu:


“O budismo é como um grande oceano de benevolência a envolver os povos do mundo inteiro; é uma filosofia universal que expõe a igualdade, a liberdade e o respeito absoluto pela dignidade do ser humano. Por esta razão, os budistas devem respeitar todas as pessoas como dignos seres humanos por mais que existam diferenças de convicção, pensamento e religião. Eu creio que esse é o caminho dos seres humanos.” (NRH, vol. 5, pág. 89.)


O Kossen-rufu não é um ponto de chegada. É, na verdade, a própria correnteza da propagação do budismo no seio da sociedade. Esse é o próprio espírito da SGI!

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