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Como nossas orações são respondidas.


Vivemos em uma sociedade em que a maior parte da população acredita em princípios cristãos, em que o homem vive regido por um ente superior. Onde “o homem é infinitamente pequeno, um quase nada, enquanto a graça de Deus é tudo. E esta graça vem de fora. Provém de uma outra fonte: Deus.” (Terceira Civilização, junho de 2005.)
Vamos refletir: Qual é a origem da palavra “deus”?
Bom, são atribuídas várias origens para a palavra “deus”, mas, de acordo com algumas fontes, vem do grego theos, que significa “força”.
Quando os primeiros homens passaram a observar a natureza havia muitas manifestações naturais que eles não compreendiam como, por exemplo, os raios e trovões. Tais eventos, por estarem além de sua compreensão, passaram a ser mistificados e atribuídos a um ente superior, um deus. Surgiram os deuses do fogo, da água, da chuva e outros. A força da natureza foi mistificada e relacionada a diversas entidades, dando origem às mitologias de muitas civilizações.
O homem, desde essa época, sentia forte necessidade de viver em paz consigo mesmo e com seus semelhantes. Neste momento surge a oração para, ao mesmo tempo, possibilitar fazer oferecimentos a esse deus ou deuses e pedir sua benevolência na forma de paz e prosperidade.
Hoje, muitos acreditam que essa força grandiosa da natureza tem nome. Alguns chamam de Deus e nós, praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin, denominamos Nam-myoho-rengue-kyo.
Mas, então, há diferença entre um e outro?
Sim, existe grande diferença. No Budismo Nitiren aprendemos que esta “força” que rege toda a vida do Universo, existe também dentro de nós. É uma força que sempre existiu inerentemente em nossa própria vida! Que essa força interior pode transformar as condições externas e garantir a conquista de objetivos, sejam individuais ou coletivos, e, principalmente, a verdadeira felicidade, desde que coloquemos nossa vida no ritmo dessa grandiosa lei do universo, o Myoho-renge-kyo.
Nitiren Daishonin afirma: “Contudo, mesmo que recite ou acredite no Myoho-rengue-kyo, se pensa que a Lei existe fora de seu coração, o senhor não está abraçando a Lei Mística mas um ensino inferior.” Também: “Se buscar a iluminação fora de si mesmo, então mesmo que realize dez mil práticas e dez mil boas ações tudo será em vão.” (Os Escritos de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 2.)
E como conseguir que nossas orações sejam realmente respondidas?
“Além disso, um fator fundamental da oração é a sinceridade: um coração puro e determinado. Quando este ponto é a essência da oração, tudo se torna possível. Portanto, é necessário fazer da oração o momento de ampliar o coração, ser sincero consigo próprio, em primeiro lugar ‘abrir a mente’ para tudo o que é preciso mudar e, dessa forma, concretizar as metas”, explica Nitiren. E Ikeda Sensei completa: “Da mesma forma, quando fundimos o microcosmo de nossa própria vida à vida do Universo, somos capazes de manifestar uma ilimitada força que permitirá superar quaisquer dificuldades.” (TC, dezembro de 2005.)
Então, caros amigos, como podem ver, o que determina se nossas orações serão respondidas, ou não, somos nós mesmos. A resposta está em nosso próprio coração.
No budismo oramos para manifestar a força do Universo que existe dentro de nossa vida. É uma oração de decisão profunda, de aprimorar a vida e transformar qualquer circunstância. Jamais devemos sucumbir diante das condições externas, ficando numa posição de total dependência, apenas pedindo “aos deuses” para que a situação melhore. A força de transformar qualquer circunstância existe dentro de cada um de nós! Basta recitar vigorosamente o Nam-myoho-rengue-kyo e entrar em ação!

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