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Segredos do coração


Vamos chamar de segredos do coração todas as coisas pessoais que guardamos em nosso interior.

Os tesouros são as boas coisas e o lixo, as más.

Mas, hoje, vamos deixar de lado os tesouros, pois por si sós são benéficos para nós e para as pessoas que estão ao nosso redor, e tratar das coisas ruins, aqueles sentimentos negativos, o lixo que nos deteriora e corrói por dentro.

O primeiro e principal ponto é: nunca devemos deixar entrar lixo em nosso coração.

Para conseguirmos isso, é fundamental recitarmos o Daimoku, principalmente quando somos magoados, ofendidos, injustiçados etc.

Não existe “higienizador” de coração mais eficiente do que a sincera e persistente oração ao Gohonzon.

Agora, façamos uma reflexão sobre o que existe em nosso interior.

Nossa condição de vida, o estado básico, é reflexo do que possuímos no coração.

Uma pessoa que possui um coração mesquinho, que somente pensa em ter vantagem sobre as demais pessoas, só pode estar no estado de Fome.

Quem nutre o ódio está no estado de Ira e quem tem o coração maldoso e pisa nos outros para obter vantagens pessoais está no estado de Inferno ou de Animalidade.

Dessa forma, essa pessoa somente acumula para si mais e mais causas que vão enchendo seu coração de sentimentos ruins e negativos, os quais se manifestam em seu aspecto e em seu ambiente.

Essa é, na realidade, a “escuridão fundamental da vida”, ou nosso “maior defeito”, no qual nem mesmo nós gostamos de pensar.

Podemos achar que ninguém sabe o que se passa em nosso coração, mas nossa vida “sabe”.

E tudo que acumulamos virá à tona de diferentes formas que poderão nos levar, ou até mesmo aos nossos familiares, ao profundo sofrimento.

Lutar contra nosso “maior defeito”, contra “a escuridão fundamental”, e tirar “o lixo de nosso coração” é uma tarefa difícil, mas a cada passo que damos nesse sentido estamos impulsionando nossa revolução humana.

Vamos esquecer a frase “se todo mundo faz, por que eu não posso fazer?” e passarmos a ter a postura de fazer o que está de acordo com os ensinamentos budistas e as orientações do presidente Ikeda, pois na vida ninguém “paga a conta” do outro.

Cada um terá de responder por seus atos.


O presidente Ikeda diz:


“Falsos amigos são piores que inimigos públicos. Preciso de verdadeiros amigos.”

(Terceira Civilização, edição nº 330, fevereiro de 1996, pág. 31.)


Vamos pensar em nossos valores, nas lições que aprendemos da vida e principalmente na lei de causa e efeito.

Apesar de falarmos constantemente da lei de causa e efeito, dizendo de sua incomplacência e rigorosidade, não devemos temê-la, mas utilizá-la a nosso favor.

Por meio dela, vamos adornar nosso coração de tesouros preciosos.


Nitiren Daishonin diz:


“O tesouro do corpo é mais valioso do que o guardado no cofre; e o tesouro acumulado no coração é muito mais valioso do que o tesouro do corpo.” (END. vol. 1, pág. 297.)


Cultivando o tesouro do coração, teremos forças para ultrapassar todas as dificuldades e asseguraremos a vitória na vida sem termos de nos arrepender no futuro, conforme orienta o Mestre:


“O fato de uma pessoa ser derrotada pelas dificuldades da vida é algo muito triste. A atitude de vencer todos os problemas é a marca de um verdadeiro budista.”

(Brasil Seikyo, 8 de abril de 2000, edição nº 1.551, pág. 3.)


“Aconteça o que acontecer, é vital reunirmos coragem e continuar a avançar, lembrando-nos sempre: ‘Está certo! Eu tenho a Lei Mística! Não há dificuldade que eu não possa superar!’ Enquanto possuirmos esse ‘espírito de luta’, nossa vida terá um grande desenvolvimento que estará de acordo com o princípio de que os ‘desejos mundanos são iluminação’, ou seja, nossos desejos e sofrimentos são como um combustível para nosso crescimento.“Uma ‘semente’ pode ser pequena. Mas uma única semente contém todos os elementos necessários para criar uma árvore grandiosa com mais de trinta metros de altura. Esse é o ‘mistério da semente’. Quando plantamos em nosso coração a semente do estado de Buda, o Nam-myoho-rengue-kyo, e a cultivamos, criamos ilimitada boa sorte e sabedoria.”

(BS, 4 de março de 2000, edição nº 1.546, pág. 4.)

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