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Confiança e as causas fundamentais da vida


O que é ser honesto?



Afirma o dicionário que é aquele digno de confiança.

Tanto “ser honesto” como “digno de confiança” são termos ligados à honestidade.



Que universo, então, é abarcado por essa virtude?



Alguns podem acreditar que tudo se limite a devolver o troco a mais na compra dos pães, por exemplo. Entretanto, a matéria a seguir, honestamente, propõe-se a tratar dos meios nos quais a honestidade pode atuar: na família, no trabalho, nos relacionamentos. Sem contar, em seu exercício pleno — a honestidade consigo próprio.



Será mesmo a forma plena?



Descubra quanto a unicidade de mestre e discípulo pode se manifestar na essência dessa virtude.


Pensamentos, palavras e ações — causas fundamentais da vida


Três categorias de ação que formam o carma de uma pessoa são identificadas pelo budismo como: ações mentais, verbais e físicas.



E como se forma o carma?



Existe uma seqüência.

Primeiro, as intenções (positivas e negativas) agem na mente.

Em seguida, essas intenções originam as palavras e as ações e, por fim, os efeitos dessas palavras e ações permanecem na vida da pessoa como uma espécie de força ou energia, manifestando-se mediante circunstâncias adequadas.
Observa-se, portanto, que tudo parte da intenção que a mente abriga.
Em vários de seus escritos, Nitiren Daishonin refere-se à mente como sinônimo de “coração”. Isso é perfeitamente aceitável, considerando-se que os sentimentos se processam na mente. Quando o Buda diz: “O coração é o que importa”, faz um alerta às pessoas para que prestem atenção à mente, capaz de gerar os mais diversos sentimentos.
Desse modo, para a formação de um bom carma, é preciso cultivar boas intenções, polindo a mente (ou o coração).
Fácil, não é! Mas há como conseguir.

O Buda também afirma: “Empregue a estratégia do Sutra de Lótus antes de qualquer outra. Então assim como diz o sutra, ‘Todos os inimigos serão vencidos’”.
Tal estratégia é a sincera recitação do Nam-myoho-rengue-kyo.

Já os inimigos, um deles pode não estar fora, e sim na mente do indivíduo.
O Nam-myoho-rengue-kyo dá início à mudança positiva que se processa no interior das pessoas, também chamada “revolução humana”.

Uma pessoa honesta e com o sincero desejo de mudar a si mesma torna-se capaz de reconhecer as próprias falhas, transformando-as em virtudes.
Pode-se concluir que, para praticar continuamente o budismo, é necessário ser honesto consigo mesmo.

No budismo, tudo é vitória ou derrota, e a honestidade (ou a falta dela) conduz a pessoa a um desses caminhos.
Nitimyo foi uma das fiéis seguidoras de Nitiren Daishonin.

Em uma das cartas endereçadas a ela, o Buda escreveu:



“O Sutra de Lótus contém palavras como ‘honestamente descartando os meios’; ‘tudo o que o senhor [Sakyamuni] expôs é verdade’; ‘honesto e correto, gentil na intenção’ e ‘gentil, pacífico, honesto e correto’. Por isso, as pessoas que crêem nesse sutra devem possuir uma mente tão firme quanto uma corda de arco completamente esticada ou uma linha reta perfeitamente desenhada por um carpinteiro. Podemos chamar esterco de sândalo, mas o esterco não produzirá a fragrância do sândalo. Um mentiroso jamais se tornará sincero porque alguém o chama de honesto. (...) Somente o Sutra de Lótus é a suprema verdade. Apenas as pessoas honestas são capazes de manter a fé nesse sutra, um ensino livre de toda falsidade”.


A respeito dessa frase, o presidente Ikeda teceu o seguinte comentário:

“O Sutra de Lotus é um ensino que incorpora a verdade das verdades. Daí vem a importância de manter a fé nele e praticar com um sentimento puro e honesto. Ao contrário, a pessoa com um coração desleal e desonesto não consegue manter a fé no Budismo de Daishonin. Da mesma forma, é impossível para os mentirosos maldosos continuarem por muito tempo no puro mundo do budismo. (...)

“A lei cármica de causa e efeito que opera em nossa vida é rigorosa. Em conseqüência, aqueles que dedicam a vida ao Kossen-rufu e que são sempre honestos e sinceros em suas atitudes com certeza serão vitoriosos no final. Ao contrário, as pessoas que mentem e enganam os companheiros de fé ou que procuram prejudicar nosso nobre mundo do budismo estão destinados à ruína. A vida dessas pessoas será caracterizada por uma miserável derrota.

“A verdade vence no final (...) Essa é a rígida lei da história”.




A filosofia de Nitiren Daishonin baseia-se na realidade.
É o que afirmam as famosas frases: “Budismo é razão” e “Budismo é vida diária”.
Despertar as pessoas para o seu ilimitado potencial inerente e não depender de forças ou circunstâncias externas para ser feliz; conscientizá-las da infalibilidade da lei de causa efeito, bem como da importância do momento presente são o foco do budismo.
Da mesma forma, o princípio ético da honestidade estabelece que, para viver de acordo com sua natureza, o ser humano precisa lidar com a realidade.
Fantasias, ilusões, desejos, intuição não são base para tomar decisões eficazes — decisões e ações eficazes são baseadas em fatos.
Por essa razão, as pessoas que agem com desonestidade ou que tendem a mentir, vivem no mundo da ilusão, ou como é chamado no budismo, escuridão fundamental.


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