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O misticismo na prática da fé


BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 1521, PÁG. C4, 28 DE AGOSTO DE 1999.

Muitos de nós antes de praticarmos o Budismo de Nitiren Daishonin, tínhamos outras crenças ou praticávamos alguma religião. Quando iniciamos a prática do budismo, mesmo que inconscientemente, transferimos alguns costumes e, por que não dizer, “vícios” das práticas anteriores e os adaptamos aos conceitos budistas.

Quem já não ouviu as seguintes expressões : “Ganhei um benefício do Gohonzon”, “Graças ao Gohonzon passei de ano na escola”, “Se o Gohonzon quiser tudo vai dar certo”.

O Gohonzon não concede nada a ninguém! Se não desafiarmos na prática da fé, se não realizarmos intenso Daimoku e lutarmos firmemente contra o carma negativo e ficarmos só esperando algo cair do céu, jamais venceremos. Temos de lutar e orar, conciliar a ação e a oração. É preciso compreender que o Gohonzon não existe fora da vida de cada um. “Nas escrituras consta: ‘Eu, Nitiren, escrevi minha vida em sumi para que possam crer no Gohonzon com todo seu coração.’ Nitiren Daishonin disse que o Gohonzon existe dentro de cada pessoa. Naturalmente esse Gohonzon não tem a mesma aparência do Gohonzon consagrado em nossos lares. Mas apesar de invisível tem o mesmo poder.” (Guia Prático do Budismo, pág. 38.) Portanto, quando oramos firmemente ao Gohonzon manifestamos a natureza de Buda inerente em nossa vida e “conquistamos” os benefícios provenientes da sincera prática da fé. Daqui para frente, por que não mudarmos o vocabulário e passarmos a dizer : “Eu consegui comprovar a força do Gohonzon, conquistei um grande benefício”, ou, “Estudei muito e orei fervorosamente ao Gohonzon, como conseqüência, consegui passar de ano vitoriosamente”?

Outro dia, uma pessoa perguntou intrigada para um dirigente: “É verdade que, se eu tomar a água que ofereço ao Gohonzon junto com o remédio vou curar minha doença?”

Como responder a essa pergunta sincera de alguém que realiza a prática da fé diária com muito respeito ao Gohonzon? A água que oferecemos simboliza nosso sincero sentimento de gratidão, somente isso. Oramos ao Gohonzon para fortalecer nossa energia vital para que o remédio funcione mais rapidamente. Devemos ensinar que o mais importante é a fé que se manifesta na prática. A força do Daimoku da pessoa é que, com certeza, irá transformar o carma da doença.

Com o rompimento das relações com o clero, vários conceitos da prática foram reavaliados e pôde-se abolir diversos dogmas que nos prendiam a formalismos criados e impostos pelos bonzos. Por isso, façamos uma reflexão sobre nossa prática e postura tendo como base as seguintes palavras do presidente Ikeda : “A vida é longa, no entanto, não será sempre como um céu límpido. Haverá dias chuvosos e outros de furiosos vendavais. Porém aconteça o que acontecer, enquanto mantivermos nossa fé, no final tudo se transformará em benefício.” (BS, edição no 1.471, 1o de agosto de 1998, pág. 3.)

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