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Qual o significado de empregar a estratégia do Sutra de Lótus?


BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 1854, PÁG. A7, 05 DE AGOSTO DE 2006.

Essa frase consta no escrito “Resposta a Shijo Kingo”. Nitiren Daishonin usou o termo “estratégia” porque Shijo Kingo era um militar que servia a um senhor feudal, embora fosse também um excelente médico. A palavra “estratégia” é freqüentemente usada no meio militar, indicando uma série de manobras e planos para vencer uma batalha. Entretanto, no nosso caso, não indica uma batalha que envolve um povo contra outro, mas uma luta que uma pessoa trava contra os obstáculos de sua própria vida. De fato, a vida é uma seqüência de lutas, sendo assim, necessitamos de uma excelente estratégia para conquistar a felicidade em cada momento de nossa vida. A estratégia do Sutra de Lótus é a maneira concreta de direcionar nossas ações a fim de permanecer constantemente no verdadeiro caminho da vida e conquistar a vitória final, que é a felicidade absoluta e inabalável.

Agora vamos analisar o que significa especificamente a “estratégia do Sutra de Lótus”. Essa passagem ensina que devemos basear tudo na sincera oração ao Gohonzon, em vez de procurar outros caminhos e meios para solucionarmos qualquer obstáculo que possamos enfrentar por meio da forte energia vital manifestada na vida com a recitação do Daimoku e a realização do Chakubuku. Em outras palavras, evidenciando a energia vital obteremos sucesso total em todas as atividades às quais nos dedicarmos visando ao progresso na vida.

Entretanto, mesmo que se baseie tudo na sincera oração ao Gohonzon, isto não quer dizer que qualquer outro esforço seja desnecessário. Por exemplo, mesmo que uma pessoa tenha a boa sorte de conseguir um bom emprego, se não for trabalhar não receberá o salário no fim do mês. Nós que abraçamos o Budismo de Nitiren Daishonin devemos ter sempre em mente que praticamos a fé dia a dia com a finalidade de comprovar a nossa própria revolução humana e a validade dos benefícios do Gohonzon na família e na sociedade.


Qual o conceito budista de Lei?

Perto de seu falecimento, Sakyamuni deixou a seus discípulos instruções para que, em vez de confiarem em uma pessoa em particular como mestre, confiassem na Lei.

No budismo, a palavra “lei” tem um significado muito amplo, sendo o equivalente à palavra sânscrita dharma, que significa os ensinos do Buda e também a verdade subjacente a todos os fenômenos. “Lei”, como é usada na vida diária, significa regras estabelecidas para proteger o indivíduo e apoiar instituições de um grupo ou nação. No entanto, o conceito europeu de lei natural baseia-se na pressuposição de uma lei maior concebida por Deus e manifestada na natureza e na sociedade.

As religiões judaico-cristãs, que postulam um Criador para o Universo, sustentam que as leis que governam os fenômenos naturais também foram estabelecidas por Deus. Essas religiões, em geral, também sustentam que as leis da sociedade foram estabelecidas pelos seres humanos em nome de Deus.

A lei ensinada no budismo não foi estabelecida por nenhum “ser” específico. A lei budista existe inerentemente como o âmago do Universo e é a causa e a sustentação de tudo o que existe. Podemos compreender com isso por que o conceito budista de lei também significa os ensinos expostos pelo Buda; o Buda não criou nem estabeleceu a lei, mas esclareceu a lei que originariamente governa o Universo. Portanto, os ensinos expostos pelo Buda podem ser definidos como a “Lei”. A lei nesse sentido é mais do que o conceito de verdade no mundo das ciências naturais ou das chamadas leis de jurisprudência. Considerar a “Lei” budista dessa forma capacita-nos a compreender que, para que as normas e leis na vida diária possam atuar harmoniosamente, devem estar de acordo com as verdades contidas na natureza essencial de um ser humano e de todos os fenômenos. As leis nos mundos da política, da jurisprudência e da ciência social não devem ser estabelecidas arbitrariamente por alguma pessoa ou autoridade especial, mas sim com base num discernimento que penetre a verdade subjacente à existência da vida humana.

Existem muitas verdades, que vão desde a específica ou fenomenal até a universal e essencial.

No nível mais profundo da vida, a verdade fundamental que sustenta todos os fenômenos e leis universais é a Lei Mística da forma como é indicada no Sutra de Lótus, e Buda é a pessoa que se iluminou para ela.

Referências: • Guia Prático do Budismo, Editora Brasil Seikyo, pág. 64. • Fundamentos do Budismo, Editora Brasil Seikyo, págs. 33–34.

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