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Unicidade de mestre e discípulo (shitei funi)


Um dos princípios fundamentais do budismo é o da unicidade de mestre e discípulo (shitei funi, em japonês). No termo “shitei funi”, shi significa mestre, tei, discípulo e funi, inseparabilidade ou unicidade. É um conceito que explica que não há distinção entre mestre e discípulo, por mais diferentes que sejam suas personalidades. Além disso, essa relação transcende os limites de tempo e espaço e constitui a mais elevada e fundamental forma de relacionamento humano.



Por que o budismo dá importância à unicidade de mestre e discípulo?




A resposta fica clara quando entendemos que a Lei é a base de todas as coisas.
No budismo, mestre é o Buda, ou a pessoa iluminada para a Lei; o discípulo é a pessoa que busca a iluminação. A diferença entre ambos reside apenas na iluminação atingida pelo Buda. Porém, perante a Lei, ambos são iguais e encontram-se unidos.
O presidente Ikeda orienta:

“Não há nada mais belo para um ser humano que os laços de mestre e discípulo.
Não existe nada mais forte. A relação de mestre e discípulo é a essência do budismo. Mas devemos nos lembrar de que um mestre não é um ser superior; mestre e discípulo são companheiros que se empenham juntos na vida real para alcançar um mesmo ideal.” (Brasil Seikyo, edição no 1.583, 9 de dezembro de 2000, pág. A3.)
Na vida, é fundamental ter um mestre capaz de orientar como vivermos dignamente.
Podemos encontrar, em muitos campos, sobretudo na educação, mestres que procuram ensinar seus conhecimentos teóricos e práticos ligados a um determinado aspecto. Porém, no budismo, mestre é aquele que direciona nossa vida à felicidade e dedica-se junto com os discípulos pelo supremo ideal da paz mundial e da felicidade de toda a humanidade. Nenhum empreendimento épico pode ser alcançado em uma única geração. Somente quando o espírito do mestre é herdado pelos discípulos e transmitido continuamente a sucessivas gerações é que esse empreendimento é alcançado. No budismo, as pessoas, por meio de um verdadeiro mestre e uma verdadeira doutrina, podem adquirir a capacidade de tornarem-se buda, enquanto que, nas demais religiões, jamais podem evidenciar o potencial para se igualar ou se tornar um deus. Essa relação é o fundamento de todo o avanço da Soka Gakkai ao longo de todos esses anos. Iniciou-se com o professor Tsunessaburo Makiguti, que possuía o ardente desejo de concretizar os ideais de Nitiren Daishonin. Seu espírito foi herdado por Jossei Toda que, querendo concretizar os desejos de seu mestre, reergueu a Gakkai após a guerra, contando com a ajuda daquele que seria seu sucessor, o presidente Ikeda, que também, com um espírito de verdadeiro discípulo, vem se empenhando para cumprir os ideais de seu mestre. E foi por meio deste espírito que a Soka Gakkai se expandiu atualmente para 200 países e territórios, consolidando-se como uma organização promotora do Kossen-rufu mundial, o grande desejo do Buda Original Nitiren Daishonin.
Ter um mestre que as direcionem ao verdadeiro caminho da felicidade é fundamental para as pessoas atuarem de forma sábia em qualquer local com base em suas orientações. Esse é o motivo pelo qual o budismo enfatiza a importância da relação entre mestre e discípulo.



Mas, que tipo de mestre devemos buscar?



Existem muitas pessoas que, iludidas por belas palavras, confiam cegamente em pessoas que buscam apenas honras e posições. Mesmo sofrendo perseguições, Nitiren Daishonin combateu incansavelmente esse tipo de pessoa, não se preocupando com sua própria segurança e sim com a felicidade dos seus discípulos. Nos dias atuais, o presidente Ikeda age exatamente com o mesmo espírito de Nitiren Daishonin e, apesar de também sofrer inúmeras críticas e ataques infundados, luta como um verdadeiro leão para proteger seus discípulos de influências negativas. Portanto, como discípulos, devemos nos empenhar para vencer as circunstâncias negativas, construir a verdadeira felicidade e atingir a vitória na vida, correspondendo assim aos anseios do nosso Mestre. Em um discurso, o presidente Ikeda afirmou: “Quando nos dedicamos firmemente ao caminho de mestre e discípulo, podemos manifestar a sabedoria e a força ilimitadas e inerentes em nossa vida. Nada neste mundo é mais forte que a luta unida de mestre e discípulo. Não existe nada mais alegre.” (Brasil Seikyo, edição no 1.628, 17 de novembro de 2001, pág. A3.) E enfatizou ainda: “A relação de mestre e discípulo é a essência do Budismo de Nitiren Daishonin e a base do espírito da Soka Gakkai. No famoso Gosho ‘Sobre as Flores e as Sementes’, Daishonin escreveu: ‘Dizem que se um mestre tem um bom discípulo, ambos atingirão o estado de Buda, mas se um mestre criar um mau discípulo, ambos cairão no inferno. Se mestre e discípulo não tiverem o mesmo espírito, não poderão realizar nada.’ (The Writings of Nichiren Daishonin, pág. 909). Em resumo, a relação de mestre e discípulo depende do discípulo.” (Brasil Seikyo, edição no 1.470, 25 de junho de 1998, pág. 3.) Comumente, o discípulo é encarado como um ser subserviente ao mestre. Por isso, muitos podem pensar que a relação entre mestre e discípulo é algo ultrapassado. Porém, no budismo, essa relação tem como base a perfeita igualdade. Em termos práticos, no Budismo de Nitiren Daishonin, e mais especificamente na SGI, o discípulo deve agir com o espírito de atuar onde o mestre não pode estar, levando seus ideais a todos os locais. O presidente Ikeda orienta: “A relação de mestre e discípulo é essencialmente rigorosa. Tudo depende da seriedade com que o discípulo é capaz de aceitar e agir de acordo com cada palavra do mestre. Um verdadeiro discípulo esforça-se para concretizar os objetivos do mestre, sem imitá-lo, mas colocando suas palavras em ação... As pessoas que meramente tentam imitar o mestre, agindo só na aparência, de alguma maneira acabam indo para o caminho errado. Isso realmente aconteceu na época do presidente Toda e continua a acontecer atualmente. Há um caminho para cada discípulo, e este caminho encontra-se unicamente no esforço de concretizar os ideais do mestre.” (Ibidem, edição no 1.548, 18 de março de 2000, pág. A3.)

No Capítulo Hoben (Meios) do Sutra de Lótus, o qual recitamos diariamente no Gongyo, Sakyamuni descreve sua compreensão de que todos possuem o estado de Buda.
Assim, o Sutra de Lótus é um ensino que tem como base a premissa irrefutável de que todas as pessoas são iguais, ninguém é superior ou inferior.
Por isso, não há diferenças essenciais entre mestre e discípulo.
Um buda expõe o ensino de sua iluminação com o objetivo de direcionar seus discípulos a despertarem para a Lei e atingirem o mesmo estado iluminado.
Embora sejam independentes, são inseparáveis, pois quando o discípulo atinge a iluminação, ele se torna o mestre de outras pessoas, num processo de contínuo aperfeiçoamento em direção ao futuro.
Nisso reside o significado do princípio de unicidade de mestre e discípulo.
Não é necessário que o mestre e o discípulo vivam na mesma época ou lugar para que exista essa relação.
Esse princípio transcende os limites de tempo e espaço, e constitui a mais fundamental e elevada forma de relacionamento humano.
O budismo não escraviza os praticantes com dogmas pré-concebidos.
Ao contrário, é uma filosofia viva e prática transmitida de pessoa a pessoa, de mestre para discípulo.
É dito que os ensinos de um mestre somente podem ser transmitidos para um discípulo que mantém um puro espírito de procura.
Se não fosse assim, o budismo não poderia ser compreendido, nem tampouco os ensinos de um mestre poderiam fluir continuamente para as novas gerações.
O princípio de unicidade de mestre e discípulo abre as portas para atingirmos o estado de Buda nesta existência, pois nos estimula a concretizar e superar os ideais do nosso mestre.
Portanto, a grandiosidade do mestre se reflete nas ações do discípulo.

Em uma orientação, o presidente Ikeda afirma:

“O presidente Toda freqüentemente dizia: ‘A relação de mestre e discípulo não é firmemente estabelecida quando você se tornar um bom discípulo. A relação de mestre e discípulo depende do comprometimento do discípulo.’ Quando o discípulo busca o mestre e empenha-se sinceramente para crescer, sua vida e seu espírito ressoam com a vida e o espírito do mestre, e suas capacidades ilimitadas anteriormente ocultas são desvendadas.”
(Brasil Seikyo, edição no 1.330, 5 de agosto de 1995, pág. 3.)

Nos dias de Nitiren Daishonin, seus ensinos foram transmitidos e herdados pelo seu discípulo Nikko Shonin.
Nos dias atuais, a SGI, sob a liderança do presidente Ikeda, está promovendo em uníssono a veracidade do budismo em meio à sociedade.
Tornemo-nos, então, verdadeiros discípulos que participam ativamente desse histórico momento do budismo, divulgando os ideais da SGI para as futuras gerações.

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