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Os escritos de Nitiren Daishonin e a relação de mestre e discípulo


A compaixão budista — aliviando o sofrimento e concedendo alegria

BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 2047, PÁG. A3, 14 DE AGOSTO DE 2010.

“Nitiren declara que todos os sofrimentos [compartilhados] que todos os seres vivos estão passando... são os sofrimentos do próprio Nitiren.”


Estamos novamente na primavera e a Cerejeira dos Jovens que fica em frente à Sede da Soka Gakkai, em Shinanomati, está cheia de flores perfumadas. Essa árvore imponente tem quase a mesma idade que a Soka Gakkai, que está chegando ao seu 80o aniversário de fundação em 2010. As cerejeiras também estão floridas agora no Auditório Memorial Makiguti, em Hatioji, em muitas de nossas sedes regionais e centros culturais em todo o Japão — incluindo o Centro Cultural Ota, em minha terra natal — e na Universidade Soka e nas Escolas Soka de Tóquio e de Kansai.

O dia 2 de abril, que sempre chega junto com as flores de cerejeira, é a data do falecimento de meu mestre Jossei Toda. Passaram-se 51 anos desde que ele morreu. Durante todo esse tempo, continuei dialogando com ele em meu coração enquanto empreendia uma batalha após outra como seu discípulo, compelido por um eterno e indestrutível laço que transcende a vida e a morte.

No início de nosso movimento, o Sr. Toda disse:

“O propósito de nossa prática budista é desfrutar a felicidade por toda a eternidade da vida. (...) A atividade do próprio Universo é o verdadeiro epítome da ação embasada na compaixão. Da mesma forma, compartilhar o Budismo Nitiren com outras pessoas é um ato de compaixão. A ação fundamentada na benevolência é ‘o trabalho do Buda’. É também uma ação de verdadeira nobreza, pois, no processo de realização desses esforços, conseguimos concretizar a felicidade duradoura não somente para nós mesmos, mas também abrimos essa possibilidade para outras pes–soas que estejam sofrendo por causa da pobreza ou passando por provações. Não há, portanto, trabalho mais nobre que esse.”

Ajudar os amigos que estão lutando para vencer os sofrimentos fundamentais da existência humana dialogando com eles sobre nossas convicções e direcionando-os para o mundo da fé na Lei Mística é um ato de benevolência extremamente admirável. Essa é a ação mais digna de respeito no emprego de nossa voz para realizar “o trabalho do Buda” como enviados de Nitiren Daishonin, o Buda dos Últimos Dias da Lei.


A necessidade de uma filosofia de transformação interior


Em “Sobre a admoestação a Hatiman”, Daishonin escreveu:

“O Sutra do Nirvana diz: ‘Os diferentes sofrimentos pelos quais todos os seres vivos passam são todos sofrimentos do próprio Honrado pelo Mundo’. E Nitiren declara que os sofrimentos [compartilhados] que todos os seres vivos estão passando... são os sofrimentos do próprio Nitiren”.1 (Ibidem.)

Essa passagem do Sutra do Nirvana citada acima elogia a ilimitada capacidade de compaixão do Buda que, ao ver as pessoas sofrendo, sentem esses sofrimentos como se fossem seus. Os “vários sofrimentos de todos os seres vivos” referem-se aos diferentes e difíceis problemas que as pessoas passam na vida. O Buda Sakyamuni considera esses diversos sofrimentos como um problema seu e procura solucioná-los. No entanto, Daishonin vai mais além ao chamá-los de os “sofrimentos compartilhados por todos os seres vivos”. Ele esclarece que todos os diferentes problemas dos seres vivos surgem essencialmente da mesma única causa da calúnia à Lei e declara corajosamente que ele próprio assumiu a responsabilidade de encontrar uma forma de vencer esses sofrimentos.

Nossos esforços para ensinar às outras pessoas sobre os princípios e ideais do Budismo Nitiren nos Últimos Dias da Lei — uma época em que predominam os três venenos da avareza, ira e estupidez — confrontam esses sofrimentos compartilhados e abrem o caminho para a nossa felicidade e também a das outras pessoas.

Em outro escrito, Daishonin faz a seguinte observação:

“A fome ocorre como resultado da avareza, a peste decorre da estupidez e a guerra é consequência da ira. Atualmente, o povo do Japão soma 4.994.828 homens e mulheres, sendo pessoas diferentes, mas todas igualmente infectadas pelos três venenos.” (WND-1, pág. 989.)

Essa passagem retrata de forma dinâmica a íntima inter-relação entre a vida dos seres humanos e os acontecimentos na sociedade e no meio ambiente. Daishonin afirma que a fome, a peste e a guerra ocorrem devido à prevalência dos três venenos na vida das pessoas.

Então, de uma perspectiva, a história humana tem sido um ciclo trágico de causa e efeito negativos, de ­pessoas odiando e magoando umas às outras, alimentadas pelos três venenos. Para acabar com essa triste situação e fazer com que nosso planeta volte a ser de paz e coexistência, é essencial que haja uma forte filosofia que transforme a vida das pessoas no nível mais fundamental. Essa filosofia não é outra senão o Budismo de Nitiren Daishonin, com seu ensinamento da grandiosa e pura Lei do Nam-myoho-rengue-kyo, que nós da SGI recitamos.

Daishonin declara que os sofrimentos de todos os seres vivos são “os próprios sofrimentos do Honrado pelo Mundo [Sakyamuni] e os “sofrimentos do próprio Nitiren” (WND-2, pág. 934). Tanto Sakyamuni como Daishonin assumiram sozinhos os sofrimentos de todas as pessoas e devotaram toda a vida a ensinar e propagar a Lei para ajudar as pessoas a vencerem esses sofrimentos.

Tudo depende de uma única pessoa. Uma grandiosa história sempre é escrita por grandiosos indivíduos e sua obra é transmitida e difundida por sucessores ou discípulos que compartilham de seu espírito.

O tema principal de meu romance Revolução Humana resume-se nesta declaração: “A grandiosa revolução humana de uma única pessoa um dia impulsionará a mudança no destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade”. Essas palavras expressam também o juramento das pessoas unidas pelos laços de mestre e discípulo no mundo da fé e que praticam os ensinamentos de Daishonin na época atual.


“A compaixão faz surgir a sabedoria”


O que é exatamente a compaixão do Buda? O Tratado sobre a Grande Perfeição da Sabedoria, de Nagarjuna, discute o termo geralmente usado no budismo para designar a compaixão — jihi, em japonês — explicando que o caractere chinês que representa ji, ou benevolência, significa conceder alegria às pessoas, ao passo que hi, ou compaixão, significa libertá-las de seus sofrimentos. Abrir o caminho para aliviar o sofrimento e conceder alegria de forma que todas as pessoas atinjam a iluminação é uma expressão da compaixão do Buda.

Sentir empatia pela dor e pelo sofrimento de outras pessoas é diferente de simplesmente sentir pena. Basicamente, a única forma de alguém realmente superar seus problemas é reunindo a força das profundezas de sua vida e se levantar firmemente por si só para desafiar esses problemas. O Sr. Toda enfatizou: “Não há como ajudar alguém de uma forma realmente significativa simplesmente dizendo que sente muito por ela. Tornem-se líderes que podem oferecer orientação e incentivo genuínos com base na fé. Vocês precisam dizer o que é preciso ser dito, e depois recitem Daimoku junto com a pessoa que estão incentivando”. A verdadeira compaixão budista nada tem a ver com sentimentalismo ou mera pena. Isso porque o sentimentalismo não ajuda a pessoa a conquistar a vitória na vida; nem alivia realmente o sofrimento e tampouco concede alegria, pois não soluciona o problema fundamental em termos de “sofrimentos compartilhados”.

“A compaixão faz surgir a sabedoria”, sustentou o Sr. Toda. “A compaixão de querer ajudar as outras pessoas a vencerem seus problemas manifestará a sabedoria necessária para sabermos a melhor forma de proceder.”

O budismo é uma batalha para sermos vitoriosos. O mesmo acontece com nossa vida e os esforços que realizamos na sociedade. Daishonin encorajou seus discípulos tanto com benevolência como também com rigorosidade para estimulá-los a convocar a força do Buda de seu interior e atingir a felicidade sem falta.


Substituindo a coragem pela compaixão


A compaixão do Buda pode ser descrita como um desejo apaixonado e irreprimível de despertar a vida das pessoas e ajudá-las a revelar seu potencial interior para a vitória total. Daishonin embarcou sozinho na batalha para refutar o falso e revelar o verdadeiro no mundo do budismo. Sofrendo todos os tipos de perseguições, incluindo o ódio e a inveja de pessoas do país inteiro, ele avançou para abrir o supremo caminho para a iluminação de toda a humanidade.

Daishonin declara: “A grandiosa benevolência é como o amor ou a compaixão que uma mãe sente pelo filho. No momento presente, é a benevolência de Nitiren e seus seguidores”. (The Register of the Orally Transmitted Teachings [OTT], pág. 43). Quando os discípulos unem seu coração ao de um mestre de grande compaixão, eles conseguem manifestar a força para aliviar o sofrimento dos outros e conceder-lhes alegria. Consequentemente, o espírito de mestre
e discípulo no budismo é uma fonte de ilimitada compaixão.

O Sr. Toda declarou: “Daishonin é um Buda de grande benevolência sem igual em lugar nenhum. Devemos fazer com que sua compaixão que tudo abarca seja conhecida no mundo inteiro”. O caminho direto para concretizar esse empreendimento encontra-se em nossos vigorosos esforços diários para nos aproximar das pessoas no diálogo budista.

Desde os tempos pioneiros de nosso movimento, nossos membros têm sentido empatia com as pessoas que estão sofrendo, orado por seu crescimento e felicidade, falado com grande convicção sobre os princípios e ideais do budismo e ajudado muitas pessoas a transformarem fundamentalmente sua vida apresentando-as à fé na Lei Mística. Independentemente do quanto nossos membros foram desprezados e ridicularizados, eles nunca retrocederam em seus esforços, correndo sempre para o lado daqueles que estavam sofrendo e apoiando-os calorosamente. Eles têm incentivado continuamente as outras pessoas a se tornarem felizes por meio da prática do Budismo de Daishonin, garantindo-lhes que conseguiriam vencer todos os obstáculos. Esses são realmente os corajosos e perseverantes esforços dos budas.

O Sr. Toda disse: “Como mortais comuns, pode ser que algumas vezes seja difícil manifestarmos compaixão, mas podemos substituir a coragem pela compaixão. A coragem de falar a verdade equivale a ser benevolente. Há dois lados numa mesma moeda, e a ‘cara’ da moeda é a coragem.” Ele também afirmou: “Se vocês compartilharem o Budismo de Daishonin com outras pessoas com esse sentimento de coragem e compaixão, elas não deixarão de ouvi-los. Nem mesmo a criança mais teimosa é páreo para o amor de uma mãe”.

Nossa rede de corajosa compaixão difundiu-se por 192 países e territórios. Em nenhum lugar podemos encontrar uma organização mais maravilhosa que a SGI em seus dedicados esforços para apoiar calorosamente e levar esperança para as pessoas de todos os lugares.

O Dr. N. Radhakrishnan, famoso estudioso de Gandhi com quem publiquei um diálogo, disse certa vez para um grupo de jovens da SGI: “A revolução humana começa aliviando o sofrimento dos outros e concedendo-lhes alegria”.



Vencendo os problemas e obstáculos da vida


A juventude é uma época de problemas e preocupações que nunca acabam. Mas somente por vencermos os problemas e obstáculos da vida conseguimos nos tornar verdadeiramente fortes. Se tudo for sempre tranquilo, ficaremos mimados e complacentes e seremos incapazes de construir uma sólida base para a vida. Somente quando nós mesmos sofremos é que conseguimos compreender o sofrimento dos outros e aprofundar nossa compaixão.

Enfrentar muitas dificuldades e desafios enquanto cumprimos nossa missão pelo Kossen-rufu é uma honrosa batalha para vencer os “sofrimentos compartilhados de todos os seres vivos”. Nossas vitórias inspirarão muitas pessoas e serão uma fonte de esperança para nossos sucessores. Pois os líderes que passam por dificuldades e demonstram seu triunfo sobre elas são uma expressão da benevolência.

Os jovens da SGI, avançando com a vigorosa disposição de compartilhar o budismo, são grandes campeões no que diz respeito a aliviar o sofrimento e conceder alegria, desafiando os sofrimentos compartilhados de toda a humanidade.

O Sr. Makiguti declarou com rigorosidade: “A crença errônea de que está certo agir de forma antiética uma vez que não está descumprindo a lei é a causa de muitos dos males que afligem a sociedade atual e o resultado disso é que pessoas hipócritas existem em abundância”. Agir de forma egoísta sem pensar nas consequências que os outros podem sofrer, ou fazer o que quiserem enquanto não forem pegos, são atitudes egoístas e corruptas que predominam na sociedade atual. Desse ponto de vista, as ações altruísticas dos membros da Soka Gakkai, no mesmo nível das ações dos budas e bodhisattvas, são indescritivelmente nobres. E é exatamente por isso que somos alvo de ofensas e inveja.

O Sr. Toda declarou: “A Soka Gakkai é o mundo mais alegre e harmonioso de todo o Universo. Não devemos permitir que as funções malignas a prejudiquem”.


“O budismo não tem fronteiras”


A Soka Gakkai, que o Sr. Toda descreveu como mais preciosa que sua própria vida, recebe atualmente mensagens de líderes e pensadores do Japão e do mundo inteiro, nas quais eles transmitem seu imenso apoio e suas elevadas esperanças em nosso movimento. A época com toda certeza mudou.

A Dra. Marietta Stepanyants, diretora do Centro de Estudos de Filosofia Oriental do Instituto de Filosofia da Academia de Ciências da Rússia, em Moscou, disse: “O budismo representa o caso singular de uma religião mundial que foi bem-sucedida na divulgação de sua mensagem pelo mundo inteiro sem o emprego da violência nem da expansão militar. O único meio utilizado foram as palavras (isto é, seus ensinamentos) e as ações (a conduta daqueles que escolheram o caminho budista)”.2 Essa é realmente uma observação perspicaz. A história da transmissão do budismo — realizada unicamente por meio do soft power na forma das palavras e do comportamento de seus praticantes — é um glorioso registro do triunfo do espírito humano.

A vitória do diálogo sobre o poderio militar, do povo sobre a autoridade, da convicção sobre a dúvida, do amor sobre o ódio e da sabedoria sobre a falsidade — nossa prática do Budismo de Nitiren Daishonin está na dianteira da concretização desses princípios. Nosso movimento global centrado na paz, na cultura e na educação é a cristalização da grande compaixão e sabedoria do budismo. Pelo fato de nosso movimento embasar-se nesta altaneira filosofia de vida, possui uma qualidade profunda e totalmente diferente de outros movimentos semelhantes do passado. Por mais elevados que sejam os ideais de um movimento, se não possuir uma sólida filosofia de vida nem uma visão da vida e da morte, ele será obstruído por emoções negativas como a desconfiança, a inveja e o ódio e acabará se dividindo em facções e se desintegrando. A história apresenta claros testemunhos desse fato.

O budismo focaliza sua atenção no coração e no espírito, ou a condição de vida fundamental da pessoa. Fundamenta-se na base mais universal da própria vida, transcendendo todas as diferenças tais como a etnia, a formação educacional e os títulos seculares. É por isso que o budismo pode abrir o caminho para criar valor para a humanidade, enquanto direta e corajosamente forma laços de vida sinceros, livres de limitadas convenções e de preconceitos.

“O budismo não tem fronteiras” — essa era a crença de meu mestre. Como seu discípulo direto, eu levantei uma enorme onda de diálogo humanístico no mundo inteiro. É importante entrar em ação e conversar com as pessoas. Eu me empenhei acreditando que meus contínuos esforços nessa esfera criariam uma firme ondulação que um dia cresceria e se tornaria uma enorme
onda capaz de mudar o curso da história humana, passando da divisão para a união, do conflito para a harmonia e da guerra para a paz.

Nobuyuki Okuma (1893–1977), famoso economista japonês que em seus últimos anos de vida foi professor na Universidade Soka, fez esta observação: “Nas nações pacíficas de hoje, já não existe mais a noção de que o governo é todo-poderoso; mas sim que algo além da política conduz a direção que o governo toma. (...) A fonte das ideias pacifistas tanto no Oriente como no Ocidente remonta em geral à filosofia ou à religião”.3 Os ideais religiosos e filosóficos encontram-se na base das atividades humanas e são o nutrimento da espiritualidade. A influência de ideais assim é totalmente indispensável para a concretização de uma nação pacífica. Por essa razão, o Dr. Okuma tinha esperanças no desenvolvimento da Soka Gakkai.

O Sr. Toda disse para os jovens: “A filosofia de vida do Budismo de Nitiren Daishonin oferece uma compreensão fundamental da existência. Estamos conduzindo todas as pessoas com esse supremo ensinamento. Portanto, vocês devem considerar a si próprios como líderes de categoria mundial”. Espero que muitos líderes extraordinários e dedicados ao Kossen-rufu e à felicidade das pessoas surjam dentre os membros da Divisão dos Jovens e da Divisão do Futuro, os quais estão praticando essa incomparável filosofia na juventude.


Em empatia com as outras pessoas


A Soka Gakkai é uma organização dedicada a vencer os sofrimentos compartilhados por toda a humanidade, eÉ essencial propagarmos o Kossen-rufu. Não devemos permitir que as funções malignas impeçam ou obstruam nosso movimento.

O Sr. Toda disse: “Se nos mantivermos firmes em nossa prática budista, conquistaremos a confiança das pessoas de todos os estilos de vida e atingiremos um supremo estado de ser que nos permitirá conduzi-las com convicção na direção certa”.

Os líderes precisam considerar os sofrimentos e as alegrias dos outros como se fossem seus e fazer o máximo para apoiá-los com toda sinceridade. Recitar Daimoku e fazer o Gongyo junto com eles é importante. Além disso, devemos seguir o exemplo de nossos mestres na fé e tomar a iniciativa, abrindo decididamente o caminho para a vitória — essa é a nobre conduta dos líderes verdadeiramente humanísticos.


A Soka Gakkai é uma organização dedicada a vencer os sofrimentos compartilhados por toda a humanidade, em exato acordo com o espírito de Daishonin. Viver com a Soka Gakkai e fazer tudo o que pudermos para apoiá-la e protegê-la significa progredir com “a máxima compaixão.” (WND-1, pág. 1.117.)

Vamos avançar triunfantemente com toda disposição, fortalecendo mais e expandindo nosso movimento de incomparável nobreza. Vamos fazer com que desabrochem as magníficas flores de nosso comprometimento
compartilhado e de nossa vitória de mestre e discípulo — as flores da alegria e da felicidade.

Tendo o novo século
Como palco,
Vamos avançar com alegria,
Munidos de filosofia
E de benevolência.


1. “Diferentes sofrimentos” significam diversos sofrimentos que as pessoas passam individualmente. Os “sofrimentos compartilhados” referem-se aos sofrimentos de toda a sociedade, sendo que sua causa fundamental é a calúnia à Lei cometida de forma inconsciente por um vasto número de pessoas. Daishonin está dizendo que assume todos esses sofrimentos como se fossem seus e procura superá-los. 2. Marietta Stepanyants, “Buddhism in the Context of the Dialogue of Cultures” (O Budismo no Contexto do Diálogo das Culturas), discurso de encerramento proferido num fórum patrocinado conjuntamente pelo Centro de Estudos de Filosofia Oriental da Academia de Ciências da Rússia e pelo Instituto de Filosofia Oriental (IFO), afiliado da Soka Gakkai, realizado em Moscou no dia 12 de setembro de 2008. 3. Nobuyuki Okuma, Seimei Saiseisan no Riron (Teoria da Regeneração Interior). Tóquio, Toyo Keizai Shimpo-sha, 1975, vol. 2, págs. 374–375.

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